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A partir da década de 80, observamos uma intensificação do processo de internacionalização das economias capitalistas que se convencionou chamar de globalização. Algumas das características desse processo são a enorme integração dos mercados financeiros mundiais e um crescimento acentuado do comércio internacional – viabilizado pelo movimento de queda generalizada de barreiras protecionistas –, principalmente dentro dos grandes blocos econômicos. Um de seus traços mais definidores é a crescente presença de empresas transnacionais, diferentes das corporações multinacionais dos anos 60 e 70 e constituindo um fenômeno novo. Nesse contexto de internacionalização das decisões e de incrível mobilidade de grandes massas de capitais – em geral com grande autonomia em relação aos controles dos Estados nacionais –, o espaço de formulação e execução de políticas públicas fica sensivelmente diminuído. A operação das próprias políticas econômicas (monetária, fiscal e cambial, sobretudo) é afetada pela imensa massa de recursos que circula no mercado financeiro internacional, cruzando as fronteiras nacionais. Os gastos governamentais, por sua vez, devem ser administrados de modo a evitar efeitos inflacionários (aumento de custo) prejudiciais à competitividade (preço e qualidade) dos produtos nacionais nos mercados externos. Por um lado, a grande mobilidade das transnacionais reduz seus compromissos com os países que sediam suas atividades e aumenta seu poder de negociação frente aos Estados. Por outro, a necessidade de elevar a competitividade de todos os setores da economia nacional para garantir a sobrevivência nesse mundo cada vez mais integrado torna mais difícil ao Estado aumentar seus recursos através do aumento dos impostos. Assim, o processo de globalização inibe o poder dos Estados e reduz sua capacidade de intervir na economia através do controle da moeda, câmbio, juros, crédito, tarifas públicas, etc.
Por que as companhias transnacionais têm cada vez mais autonomia nos países em que atuam? Nesse contexto de internacionalização das decisões e de incrível mobilidade de grandes massas de capitais – em geral com grande autonomia em relação aos controles dos Estados nacionais –, o espaço de formulação e execução de políticas públicas fica sensivelmente diminuído. Por um lado, a grande mobilidade das transnacionais reduz seus compromissos com os países que sediam suas atividades e aumenta seu poder de negociação frente aos Estados.
Aa mobilidade de grandes massas de capitais das transnacionais diminui seus compromissos com os países que sediam suas atividades.正確答案
Ba necessidade de evitar a competitividade de todos os setores da economia nacional.
Co processo de globalização ativa o poder dos Estados e aumenta sua capacidade de intervir na economia.
Do crescimento acentuado dos mercados domésticos.
答案與詳解
